Por EFE
Os ministros das Relações Exteriores de Rússia e China, Sergey Lavrov e Wang Yi, deram nesta quinta-feira as boas-vindas às “relações dinâmicas” entre os dois países, apesar da difícil situação internacional e das exigências dos Estados Unidos de que Pequim condene a campanha militar russa na Ucrânia.
“Os ministros avaliaram positivamente o estado atual das relações russo-chinesas, que continuam a se desenvolver dinamicamente em condições geopolíticas difíceis”, disse a chancelaria russa em um comunicado sobre a reunião, realizada em Tashkent, capital do Uzbequistão.
Segundo a pasta, os ministros “dedicaram especial atenção à implementação dos acordos alcançados pelos líderes dos dois países”, Vladimir Putin e Xi Jinping, e “discutiram alguns aspectos da cooperação bilateral prática”.
Os chefes da diplomacia russa e chinesa, que estão no Uzbequistão para uma reunião ministerial da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), discutiram “aspectos-chave das atividades dessa entidade e perspectivas para seu desenvolvimento futuro”.
Lavrov e Wang “enfatizaram a contribuição significativa e construtiva da SCO no processo de apoio à paz e estabilidade, ao desenvolvimento econômico da Eurásia”.
Eles também debateram questões regionais e internacionais atuais, incluindo os processos de integração ocorridos na Ásia Central e a situação no Afeganistão.
“As partes trocaram opiniões sobre a situação atual na Ucrânia e nos arredores”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores russo.
Esta reunião coincide com uma conversa telefônica entre os presidentes de EUA e China, Joe Biden e Xi Jinping, e as repetidas críticas de Washington a Pequim por seu “alinhamento” com a Rússia.
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