Exército da Somália abate 136 integrantes de grupo jihadista em operação

Por Agência de Notícias
30/01/2023 11:49 Atualizado: 30/01/2023 11:49

O exército da Somália abateu na noite deste sábado ao menos 136 integrantes do grupo jihadista Al Shabab e feriu cerca de 90, durante operação no sudeste do país, segundo informou hoje o vice-ministro da Informação, Abdirahman Al-Adale.

Segundo o membro do governo somali, a ação da Agência Nacional de Inteligência e Segurança contou com a cooperação de “parceiros internacionais que apoiam a luta da Somália” contra o Al Shabab.

Al-Adale, contudo, não especificou a nacionalidade de tais aliados envolvidos na operação.

Segundo o vice-ministro afirmou em entrevista coletiva, a ação aconteceu entre as localidades de Tawakal e Garasjareed.

Na área, que faz parte da província de Baixo Shabelle, os jihadistas tinham reunido centenas de integrantes “para preparar ataques contra o povo somali”

Ainda de acordo com o relato de Al-Adale, as Forças Armadas da Somália mataram na operação, pelo menos “três membros do alto escalão do Al Shabab.

Entre as baixas, estaria a do responsável pelas operações do grupo terrorista na costa do país, Salman Dheere; além do responsável por supervisionar ataques nos distritos de Awdhegle, Qoryoley y Janaale, Moalim Salahey; e o chefe de operações dos jihadistas no Baixo Shabelle, Moalim Hashi.

O grupo, afiliado desde 2012 à rede Al Qaeda, comete ataques terroristas em Mogadíscio e outros pontos da Somália, visando derrubar o governo central, que é respaldado pela comunidade internacional, para instaurar um estado islâmico ultraconservador.

O Al Shabab controla áreas rurais do centro e do sul do território somali, além de promover ataques a países vizinhos, como Quênia e Etiópia.

No mês passado, o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou uma “guerra total” contra o grupo. Desde então, o exército local faz intensas ofensivas contra os terroristas, em algumas ocasiões, com apoio dos Estados Unidos.

Dessa forma, foi possível recuperar inúmeros territórios e localidades estratégicas do país, que está em guerra desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi deposto e abriu um vácuo de poder.

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