Israel pode agir contra “império” do Irã se necessário, avisa Netanyahu (Vídeo)

Primeiro-ministro pediu a eliminação do acordo nuclear de 2015 entre as potências mundiais e Teerã

Por Jesús de León, Epoch Times

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu no domingo (18) que Israel atuará contra o Irã, e não apenas contra seus aliados no Oriente Médio, se necessário, e reiterou que Teerã é a maior ameaça mundial.

Durante a Conferência de Segurança de Munique, Netanyahu disse que o Irã declarou abertamente sua intenção de aniquilar Israel com seus seis milhões de judeus.

“O Irã quer dominar nossa região, o Oriente Médio, e quer dominar o mundo através da agressão e do terror. Está desenvolvendo mísseis balísticos para atingir as profundezas da Europa e também dos Estados Unidos”, afirmou.

Em sua opinião, o Irã “é a maior ameaça para o mundo. Não só para Israel, não só para os países árabes vizinhos de Israel, não só para os muçulmanos em todos os lugares, mas também para a Europa e para o resto do mundo”.

“Porque, uma vez armado com armas nucleares, a agressão do Irã não poderá ser controlada e atingirá todo o mundo”, advertiu.

O primeiro-ministro também detalhou como através de seus “representantes” — as milícias xiitas no Iraque, os houthies no Iêmen, o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza — o Irã está devorando grandes extensões do Oriente Médio. Mas em nenhum lugar as ambições beligerantes do Irã são mais claras do que na Síria.

“Lá, o Irã espera completar um império contíguo, ligando Teerã com Tartus, o Cáspio com o Mediterrâneo”, advertiu Netanyanu, conforme comunicado por porta-vozes do primeiro-ministro.

Diante dessa situação, Israel declarou que continuará impedindo que o Irã estabeleça uma presença militar permanente na Síria ou outra base terrorista para ameaçar Israel.

Netanyahu mencionou o grave incidente ocorrido na semana passada, quando o Irã enviou um avião não tripulado ao território israelense, “violando a soberania de Israel, ameaçando nossa segurança”.

Segurando um pedaço do drone iraniano que entrou no espaço aéreo israelense este mês e que foi derrubado pelo exército israelense, ele disse: “Este é um pedaço do drone iraniano, não resta mais nada porque o derrubamos”. “Israel não permitirá que o regime coloque uma corda de terror em nossos pescoços”, acrescentou Netanyahu.

O avião irariano não tripulado, que entrou ao norte de Israel vindo da Síria perto da fronteira com a Jordânia no último sábado (17), foi derrubado por um helicóptero de ataque israelense. Em resposta, aeronaves israelenses atacaram o centro de comando móvel operado a partir da Síria, disse o exército na semana passada.

Durante o ataque de retaliação, um dos oito aviões de combate F-16 israelenses que participaram da operação foi atingido por estilhaços de um míssil antiaéreo sírio e caiu. A Força Aérea de Israel imediatamente realizou uma segunda rodada de ataques aéreos, destruindo entre um terço e metade das defesas aéreas da Síria, de acordo com o porta-voz das FDI, tenente-coronel Jonathan Conricus.

“Nós agiremos se necessário, não só contra os representantes iranianos que nos atacam, mas contra o próprio Irã”, ressaltou Netanyahu.

Durante seu pronunciamento na Conferência de Segurança em Munique, o primeiro-ministro mostrou um mapa do Oriente Médio, através do qual explicou que, enquanto o grupo terrorista Isis está recuando, o Irã continua ganhando terreno constantemente.

“O Irã está ganhando territórios no Oriente Médio, inclusive com a criação de bases navais no Mediterrâneo”, disse Netanyahu.

Finalmente, o primeiro-ministro pediu a eliminação do acordo nuclear de 2015 entre as potências mundiais e Teerã, dizendo: “Não podemos repetir os erros do passado (em alusão à Alemanha Nazista). O apaziguamento nunca funciona.”

O acordo com o Irã “não os tornou mais moderados internamente, não os tornou mais moderados externamente. Lançaram um tigre iraniano em nossa região. Devemos falar claramente; devemos agir com coragem. Podemos deter esse regime perigoso”, disse Netanyahu.

Dirigindo-se diretamente ao ministro iraniano das Relações Exteriores Mohammad Javad Zarif (que estava na sala), ele perguntou enquanto mostrava parte do drone que Israel abateu na semana passada: “Sr. Zarif, reconhece isto? Pois deveria. É seu. Leve uma mensagem aos tiranos de Teerã: não testem a determinação de Israel.”

 
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